segunda-feira, julho 11, 2011

A Biomecânica dos Desequilíbrios Musculares


Artrose, escoliose e hérnia de disco são alguns dos maus do século XXI que atingem uma grande parcela da população mundial, sem poupar os mais novos ou os mais velhos. São situações clínicas responsáveis por quadros limitantes ou incapacitantes, os quais afetam severamente a qualidade de vida de um indivíduo. Diante dessa realidade, é necessário questionar qual a origem desses distúrbios. De fato, causas exatas não podem ser atribuídas a grande maioria dos casos, isto porque, normalmente diversos fatores podem estar envolvidos. Dentre um destes fatores, pode-se destacar o impacto dos desequilíbrios musculares nas articulações e estruturas adjacentes.



Os desequilíbrios musculares tornaram-se grande alvo de estudos e discussões dentro da Medicina Desportiva, como prováveis responsáveis pelo alto índice de lesões entre os atletas. Porém, boa parte dos estudos que se propõem a discutir o assunto não apresentam fundamentação científica (Klee et al, 2004).

Sabe-se que a estabilidade corporal, responsável pelo alinhamento do corpo, é diretamente ligada ao controle do Sistema Nervoso Central (SNC), pelo feedback sensorial das estruturas osteoligamentares e pelo controle da musculatura ativa. Logo, qualquer disfunção em um desses fatores vai promover instabilidade, a qual será compensada pelo corpo de alguma forma. Uma dessas formas é causando um desequilíbrio entre músculos (Liebenson & Lardner, 1999). De modo que os músculos que são mais utilizados, seja em tarefas do dia-a-dia, seja por práticas esportivas, tornam-se mais fortes e mais encurtados. Por conseqüência, ocorre um enfraquecimento e estiramento dos músculos antagonistas (Christensen, 2000).


O desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista (Kollmitzer et al, 2000; Klee et al, 2004; Liebenson & Lardner, 1999).


O desequilíbrio pode ser fator causador ou estar associado a diversos fatores, como: uso inadequado, repetição excessiva, má postura, postura antálgica, patologias articulares, patologias musculares, contraturas ou aderências, déficits neurológicos, desuso ou atrofia, prática indiscriminada de atividades esportivas, dentre outras (Stokes, 2000).


Como fator causador, os desequilíbrios ocorrem, basicamente, pela promoção de um desalinhamento postural por alterar o posicionamento das estruturas ósseas ao aproximar origem e inserção (encurtamentos); ou promover sobrecargas excessivas em determinadas articulações ou parte delas, ligamentos e outras estruturas, podendo causar lesões agudas ou crônico-degenerativas (Kendall, 1995).


Como fator secundário, pode ocorrer como conseqüência de uma lesão inicial. Nesse caso, destacam-se as lesões traumáticas e as neurológicas que podem facilitar ou inibir as contrações musculares de determinados músculos, como, por exemplo, é o caso da espasticidade que atinge grupos musculares predominantes, inibindo a reação de seus antagonistas (Stokes, 2000).


Alguns grupos musculares apresentam uma predisposição natural ao encurtamento. Embora não exista uma explicação para isso, acredita-se que exista correlação com a posição fetal. Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se: eretores espinhais, quadrado lombar, tensor da fáscia lata, piriforme, retofemural, gastrocnêmio e sóleo, peitoral maior, trapézio superior, elevador da escápula, esternocleidomastóideos, e escalenos; enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento (Stokes, 2000).


O processo de instalação de um desequilíbrio muscular, normalmente, não é perceptível ao indivíduo até que suas conseqüências comecem a se manifestar, normalmente em forma de quadros álgicos e/ou deformidades. E, levando-se em consideração o complexo de cadeias musculares que compõem o corpo humano, o processo será seguido de uma série de compensações locais e a distância, transformando o problema inicial em complexo processo de reabilitação postural (Moraes, 2002).


De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Vale ressaltar, porém, que o equilíbrio fisiológico de forças não é necessariamente o mesmo valor entre os grupos musculares.

Autora: Brena Guedes de Siqueira Rodrigues – Fisioterapeuta

sábado, maio 14, 2011

Pilates no tratamento e prevenção de Hernia de disco

Devido a força de gravidade, tensão do dia a dia, vícios/desvios posturais, envelhecimento ou tipo de movimento realizado bruscamente pelo individuo, pode ocorrer a diminuição do espaço entre as vértebras gerando assim uma pressão sobre o disco podendo até mesmo desgasta-lo. Quando este desgaste é muito acentuado pode ocorrer uma ruptura do anel, deslocando o núcleo discal para fora. Geralmente este fragmento do disco que escapa comprime raízes nervosas levando a irradiação de dor e dormências para os membros. O quadro sintomático também haverá dores musculares, dificuldade de realizar determinados movimentos, compensações posturais.

O pilates irá promover a estabilização da hérnia de disco, possibilitando uma vida saudável e sem dor. O método irá fortalecer e alongar músculos profundos que são estabilizadores da coluna vertebral, com isto absorvendo parte do impacto sofrido pela coluna, alem de melhorar a postura. Desta forma os sintomas que tanto incomodam tem uma melhora significativa, possibilitando a prática das atividades da vida diária e profissional de forma segura e sem dores.


Faça pilates ele trabalha o corpo e a mente!!!

terça-feira, março 23, 2010

CHÁ DE SUCUPIRA

Após relato de uma paciente que estava tomando o chá de sucupira e estava sem as dores diárias na coluna, resolvi conhecer melhor e também apresentar a todos esta poderosa semente. Desde já recomendo a todos!

A sua origem é de uma árvore nativa rústica e é mais comum nas regiões intermediárias.Sua madeira é muito procurada e famosa. Nos meses de agosto e setembro apresenta floração roxa e azulada, linda por sinal.


Além de fornecer uma madeira utilizada para a costrução civil, e flores belas, esta arvoré também oferece a todos um fruto tipo legume, que possui uma única semente que é envolta por um oléo,esta semente é protegida por uma cápsula fibrosa e esponjosa.
Na medicina popular, seu óleo aromático, que é produzido pela casca e pelas sementes, é utilizado contra diversas doenças, processos inflamatórios e até mesmo em casos de dor.

Um estudo feita pela Mary Ann Folglio- pesquisadora da Unicamp comprovou que as sementes da sucupira tem substâncias envolvidas com o processo da inibição da dor e da inflamação e até mesmo de câncer com uma seletividade para o câncer de próstata.

Os cientistas já reconhecem que encontraram uma riqueza que brota no solo do cerrado- um bioma rico em plantas medicinais, mas muito ameaçado. Em entrevista a pesquisadora da UNICAMP Mary Ann Folglio comentou sobre esta situação: "Quanto mais árida, mais adversas as situações que alguém é sujeito mais você tem que agir para sobreviver. É isso que acontece com as plantas do cerrado. Elas estão em um lugar árido, sem muitos nutrientes e a planta precisa sobreviver. O que ela faz? Ela produz essas substâncias como uma resposta para a sobrevida dela. Igual aos humanos: quanto mais adversidades colocarão mais se vai lutar para sobreviver.”

Os benefícios que esta semente têm pode ser obtido através da produção do Chá de Semente de Sucupira este é um preparo que contribui com a saúde humana, renovando o funcionamento do organismo a partir dos seus nutrientes. As sementes de sucupira são capazes de prevenir o desenvolvimento de doenças ósseas, tornando a estrutura dos ossos mais resistentes, mesmo com o envelhecimento.

É indicado no tratamento de várias doenças como: Artrite, Bico de Papagaio, Hérnia de Disco, Artrose, Reumatismo, Úlceras, Dermatoses, Reumatismo, câncer de próstata, gastrite, ácido úrico, aftas, amidalite, asma, blenorragia, dor espasmódica, diabete, ronquidão, infecções de garganta, sífilis, hemorragias, vermes intestinais, além disso, é anticancerígeno e combate as inflamações no útero e no ovário. E mais, é excelente para articulação. Com tantos benefícios o ideal é saber preparar o chá de sucupira, veja:

Ingredientes
- 3 litros de água
- 12 sementes sucupira quebradas

Modo de preparo:
1º) Ferva a água num recipiente e depois acrescente as 12 sementes de sucupira quebradas (o processo para romper a semente requer força e paciência).
2º) Quando a fervura abaixar, conte um minuto e meio. Desligue o fogo e abafe a infusão com uma tampa e espere esfriar. Tome o chá como se fosse água mesmo, se possível um litro e meio durante o dia.

OBS: A panela utilizada deverá ser exclusiva para o preparo do chá, pois o óleo liberado pela semente gruda na panela e não sai.

Tomando chá de sucupira diariamente, a pessoa está proporcionando ao seu corpo um tratamento contínuo contra as dores, um alívio que promete trazer resultados positivos para o bem-estar físico. A infusão terapêutica ajuda a sanar principalmente os males da artrite, uma doença reumática crônica causadora de inflamações articulares e danos na movimentação de determinadas áreas do corpo.

A semente de sucupira é encontrada a venda nas lojas especializadas em produtos naturais. As pessoas que sofrem com o envelhecimento ou até mesmo os jovens com dores musculares devem investir nessa infusão natural.

Após uma participação do ator Juca de Oliveira no Jô Soares, onde o ator comentou sobre os benefícios do chá, a Ana Maria Braga resolveu fazer a receita em seu programa e além disso disse ter comprovação científica e apoio de médicos, quanto a eficácia dessas milagrosas sementes.

Confira o vídeo de chá de sucupira do programa Mais Você no link: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1038420-7822-CHA+DE+SUCUPIRA,00.html


E a entrevista da UNICAMP encontra-se neste link: http://www.youtube.com/watch?v=h4QhAUlboXI

Desde já fica o nosso apoio a preservação desta árvore por inúmeros motivos, o principal deles é que seus frutos possuem enormes benefícios a saúde de nossa população.
Agora que a dica foi dada, mãos a obra, vá fazer o seu chá.

segunda-feira, março 15, 2010

Acidente vascular cerebral

Esse é o nome correto do que os leigos costumam chamar simplesmente de derrame, problema que responde por 10% das mortes no mundo a cada ano e a principal causa de incapacitação física e mental. É uma doença de início súbito, que pode ocorrer por dois motivos: isquemia(falta de suprimento sangüíneo para um tecido orgânico) ou hemorragia.

O AVC isquêmico é o mais comum deles, 80% dos casos são deste tipo, se dá devido à falta de irrigação sanguínea num determinado território cerebral, causando morte de tecido cerebral. Nesses casos, sintomas como dificuldades de falar ou de compreensão, perda da sensibilidade nos membros e do equilíbrio se desenrolam em poucos minutos e vão piorando ao longo das horas. A falta de irrigação no cérebro pode ter dado algum sinal de aviso semanas ou até meses antes, na forma de um "mini-ataque", em que os sinais apareceram e sumiram de repente e podem não ter sito observado pelo paciente.

A causa da obstrução podem ser por coágulos sangüíneos mais conhecidos como trombos eles entopem a artéria que irriga o cérebro, constituem 80% dos casos; por embolia o coágulo foi formado em outra parte do corpo e viajou até obstruir alguma artéria que leva sangue à massa cinzenta ou que fica por lá; ou até mesmo por insuficiência circulatória uma falha no coração, faz com que ele deixe de bombear sangue corretamente levando à deficiência de circulação na cabeça. Isso explica por que um ataque do coração pode levar a um AVC.

Já o AVC hemorrágico apesar de ser minoria dos casos é o mais perigoso e de pior prognóstico. É mais comum em jovens, ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano, levando à formação de um coágulo que afeta determinada função cerebral. Pode vir acompanhado de uma forte dor de cabeça, náuseas e vômitos. Mas às vezes não dá nenhum sinal. Sabe-se que alguns hábitos, como fumar, usar contraceptivos orais (principalmente os que têm muito estrógeno) e o abuso de álcool e drogas favorecem esse tipo de ataque. O que acontece nestes casos é que um vaso da superfície se rompe, derramando sangue no espaço entre o cérebro e o crânio. A causa mais comum é o rompimento de um aneurisma (são as dilatações nas artérias que ficam cheias de sangue como um balão). Em geral o gatilho para esse estouro é a pressão alta, ocorrendo desta forma o que chamamos de hemorragia sub-aracnóide; outra situação que acaba levando a um AVC hemorrágico é uma hemorragia intra-cerebral onde ocorre o derramamento de sangue no meio da massa cinzenta, normalmente por causa do envelhecimento dos vasos ou por hipertensão crônica.

As conseqüências do AVC podem afetar diversos aspectos do paciente, tais como paralisia e fraqueza, habilidades de comunicação, fala, capacidade de compreensão, sentidos, além de raciocínio, emoções e memória. A rapidez no atendimento pode minimizar as sequelas por isto fique atento aos sinais e sintomas que precedem o ataque.
  • forte dor de cabeça que surge de repente, sem causa aparente

  • falta de sensibilidade ou fraqueza que surge de repente no rosto, no braço ou na perna, especialmente se for de um lado só do corpo

  • confusão repentina, problemas para falar ou entender o que os outros dizem
  • Perda súbita de visão em um olho ou nos dois

  • dificuldade de caminhar, tonturas, perda do equilíbrio ou da coordenaçãoDormência nos braços e nas pernas

  • Instabilidade, vertigem súbita e intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos

Existem diversos fatores considerados de risco para a chance de se ter um AVC, sendo o principal a hipertensão arterial sistêmica não controlada ela acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia e, além dela, também aumentam a possibilidade o diabete melitus a doença lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de placas, trombose pelo entupimento dos vasos; outro fator de risco é uma arritmia cardíaca chamada fibrilação atrial gera um descompasso nas batidas do coração que pode favorecer a formação de coágulos. Soltos na corrente sangüínea, que podem ir parar no cérebro; uma estenose da válvula mitral também gera um risco pois se o coração não bater direito vai ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançar o cérebro, além dos outros órgãos, podendo levar a uma isquemia. As principais situações em que isto pode ocorrer são arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas, etc;no caso do Cigarro ele diminui a oxigenação do sangue e lesa a parede dos vasos, facilitando a formação de coágulos. Em combinação com alguns contraceptivos orais, seu efeito é ainda pior;outro fator é o Colesterol alto ele forma placas nas artérias gerando um entupimento;a Obesidade aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC; Anticoncepcionais hormonais0 atualmente acredita-se que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentem, significativamente, a ocorrência de AVC; Sedentarismo a falta de atividades físicas leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol, entre outras coisas.

O diagnóstico é feito através de uma tomografia ou uma ressonância magnética do cérebro. Esses exames mostram com exatidão a dimensão, a causa, o local e a gravidade da lesão. Também é possível fazer exames das artérias para ver a quantas anda o fluxo sangüíneo por lá.


O AVC é uma emergência médica e possui tratamento se o paciente for rapidamente encaminhado para um hospital. Atualmente há drogas capazes de evitar a morte ou as seqüelas em quem sofre um AVC. Elas desfazem os coágulos e restabelecem prontamente a circulação. O grave, porém é que, para surtirem efeito, devem ser ingeridas no máximo três horas depois do início do ataque. Daí a importância de reconhecer os sintomas e correr para o hospital ao menor sinal deles.



No caso dos hemorrágicos, os médicos lançam mão dos medicamentos para estancar o sangue e reduzir a inflamação que acontece logo depois. Dependendo da causa, pode ser necessária uma cirurgia para tratar um aneurisma ou eliminar um coágulo que tenha se formado com o derramamento de sangue.


Além disso, a reabilitação é fundamental para a recuperação de um AVC. Por isso deve procurar um fisioterapeuta e uma fonoaudióloga que irão lhe ajudar a reconquistar habilidades como falar, andar, melhorar mobilidade dos membros, ganharem equilíbrio, força muscular, entre outras coisas. Deve-se começar ainda no hospital e se prolongar pelo tempo que for preciso, é fundamental que procure estes especialistas, pois eles irão retornar o individuo ao seu convívio com os familiares e acima de tudo permitirão a realização de suas atividades diárias.

Como todas as doenças vasculares, o melhor tratamento para o AVC é a prevenção, identificar e tratar os fatores de risco, como a hipertensão, aterosclerose, o diabetes mellitus, o colesterol elevado, cessar o tabagismo e o etilismo, além de reconhecer e tratar problemas cardíacos. E mesmo que não apresente nenhum desses fatores acima citados, não esqueça que o sedentarismo no futuro pode gerar todos os fatores acima, então pratique atividade física e evite o surgimento de todas estas doenças, bem como as causas pelo estresse do dia-a-dia.